DOMINGO DE RAMOS


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Comunidades Redentoristas celebram o Domingo de Ramos

Celebrações marcam o início da Semana Santa para os cristãos

 

No último domingo, 25, as comunidades Redentoristas presentes dos Estados do Amapá, Pará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina celebraram o Domingo de Ramos, a chamada celebração da Paixão do Senhor que marca o início da Semana Santa. O período é oportuno para reflexões a partir da caminhada final de Jesus na terra, antecedendo sua Ressurreição.

Em Belém, uma procissão reuniu fiéis com a benção dos ramos, seguindo com celebração eucarística no Santuário Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro. O espaço marcado pela grande participação do povo nas novenas semanais, ficou lotado. A liturgia foi presidida pelo pároco, padre Márcio Halmenschlager e concelebrada pelos padres Ênio Biasi e Arnaldo Sodré, servindo o altar o diácono Davi Sousa.

Já na Paróquia Mãe do Perpétuo Socorro, no Jardim Carvalho (Vila CEFER) em Porto Alegre, houve uma procissão no entorno da Igreja Matriz, seguindo com celebração presidida pelo atual pároco, padre Elmar Lenhard. Já na capela Senhor do Bom Fim, centro da capital gaúcha, onde fica anexa a Casa Provincial, a liturgia foi presidida pelo Superior Provincial, padre Edézio Borges e concelebrada pelo capelão, padre Lírio Pezzini.

Em Lages, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário no bairro Coral, houve muita animação e grande participação em todas as celebrações do domingo. A liturgia reviveu a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e a alegria do povo em recebe-lo.

SIGNIFICADO – O Domingo de Ramos recebe este nome porque neste domingo é celebrada a entrada solene e triunfal de Jesus em Jerusalém (cf. Mt 21,1-11; Mc 11,1-11; Lc 19,28-40 e Jo 12,12-16), ocasião em que este é recebido pelo povo como um rei, com exclamações de alegria e agitando ramos de palmeira. Mas por que ramos de palmeira? Qual o sentido da palmeira no contexto bíblico da entrada de Jesus em Jerusalém?

A palmeira (no hebraico: “tamar” e no grego: “phoíniks“), também conhecida como tamareira, é uma árvore que pode alcançar até 24 metros de altura. Seu tronco termina em um leque de ramos que se assemelha a muitos braços em forma de petição. Sua seiva pode ser preparada como uma bebida forte, conhecida pelo nome de “araca”, e seus frutos, as tâmaras, são muito nutritivos e de fácil digestão. Nem mesmo as sementes da palmeira se perdem pois, uma vez trituradas, são usadas como forragem de animais, especialmente camelos. As palmas ou ramos de palmeira são frequentemente usados para tetos, cercas, cestos, esteiras e vários outros artigos de uso caseiro. Uma palmeira precisa de cerca de 30 anos para amadurecer mas, uma vez desenvolvida, ela é duradoura, sendo capaz de viver por mais de 200 anos.

Talvez por tamanha utilidade, a palmeira é frequentemente citada nas Sagradas Escrituras. No Antigo Testamento (AT), existem cerca de 32 (trinta e duas) referências a este termo, que se repete no Novo Testamento (NT) por mais 02 (duas) vezes. Particularmente no AT, a palmeira é utilizada como símbolo da ornamentação do templo (I Rs 6,29-35), como sinal de prosperidade (Sl 92,13), de sabedoria (Eclo 24,14), de beleza e de fecundidade (Ct 7,8). Já no NT, os ramos da palmeira, que eram utilizados como sinal de aclamação que os romanos faziam aos seus reis depois da vitória sobre um exército inimigo, foram adaptados à pessoa de Jesus durante a sua entrada em Jerusalém, montado num jumentinho (cf. Jo 12,13). Mais tarde, durante o período de perseguição aos cristãos, os ramos de palmeira foram utilizados como sinal de martírio e de vitória sobre a morte.

Daí decorrem os vários sentidos das folhas de palmeira utilizadas no Domingo de Ramos: 1) demonstrar que Jesus é o verdadeiro rei, porque governa não sobre um território específico, mas sobre todo o universo; 2) evidenciar que Jesus é vitorioso, o rei conquistador da salvação que, com o pecado, a humanidade havia perdido; 3) declarar que a morte já não tem poder sobre Jesus, porque foi vencida na Cruz do Calvário; 4) manifestar que, como os ramos estão ligados à palmeira e participam de seu destino, assim também os cristãos, por estarem unidos a Cristo, venceram a morte e participam da ressurreição e da vida eterna.

Os ramos bentos que são levados para casa, mais do que servir para proteger contra o mal, têm a finalidade de ser sinal do louvor que prestamos ao Filho de Davi e também da vitória de Cristo sobre a morte, alcançando-nos a vida eterna com a Sua morte de Cruz.

E mesmo a Procissão de Ramos, onde se entoam cânticos de “Hosana ao Filho de Davi”, tem essa finalidade, de demonstrar que seguimos o Rei dos reis, vitorioso sobre a morte, aquele que nos dá garantia de que, apesar de todos os sofrimentos, dores e lágrimas do dia-a-dia, nós também somos vitoriosos sobre o sofrimento e a morte, porque, como os ramos de uma palmeira, seguimos o destino de Cristo, nosso Senhor.

Texto adaptado de: R. N. Champlin, em “O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo”.

 

Fotos: Equipes de PASCOM das comunidades